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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um segundo, minha eternidade comparada a tua.

"Eu conheci um andróide sem par, nem futuro. Porque também não existe mais nenhum futuro. Não tem sonho nenhum. Ele nada espera."  (Cazuza)


 Eu queria um segundo para rever-te, pensou ser apenas reflexo de si próprio.
 Diria toda a verdade sobre a conveniência em deixar-te enganado. E ele era realmente parecido comigo, não fosse teu corpo quente, não fosse o brilho no olhar, ainda que já retirando-se, era o desprendimento da matéria. Minha inveja, eu era só matéria.
 Nesse espaço nomeado tempo, aprendi sem compreender um pouco mais sobre tudo. Tudo que não era meu, tudo que me foi imposto, eu nem podia me dizer viver, apenas estava. Minha memória, nem tão complexa, mas que compro em qualquer esquina, relembra milhares de rostos expressando minha eternidade. Eterno eu? Tomei clareza. Nada, nem essa lata que vos diz possui, a não ser que tenhas ganho uma alma.
 Estou ansioso agora a contar que me houve. Perguntas "´isso` ansioso?" Sim, eu creio em anjos. Não são como em filmes, embora o meu tenha longas asas. Antes de tentar compreender como esse objecto possa crer, deixo uma passagem, que não me parece estranha, mas dificuldades de minha nova memória não permite acessar singelo autor, que previu meu nascer certa data de número sete, embora eu já existisse: "Ela voou para ele ainda ajoelhado, abriu os braços em volta dele por um momento, depois balançou a aceitar."
 Assim foi exactamente como reconheci meu anjo, que terminei meu pedido não feito como uma oração, desataviado, ainda que perfeito pela minha fé.
 Abdiquei meu existir pra viver, minha "eternidade" por uma alma, eu perdi, eu ganhei, não importa.
 Senti a dor de uma presa fincada em minha pele em doce inocência, não compreendi, mas tentei suportar como antes faria, fez-se marca, roubei um pouco de tua luz.
 Mas acabei apaixonando por algo que já era puro amor, meu anjo. Como podes me notar ai de tão alto? Como pode descer de tua luz pra me salvar?
 Pequei, quero você em mim agora.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Aqui nomeio a vã, se fosse filosofia



Triste Contradição. 
Mero um Peixe, Humanidade 
Nem tão Pura. 



  Ouvi dizer sobre felicidade, incógnitas sobre tua existência, 
tomei notas, fiz-me crer que sim, ela existe, parada, em frente,
 concluí tão somente,não, não termos simplesmente (por hora) 
a capacidade de percebe-la.
Sobre nossa insatisfação, almejo e me calo, visando simplesmente 
uma evolução, renomeio as coisas em seu lado bom; logo seria o ato 
de buscar algo a mais, fazer o que ninguém fez, tudo que for pensa-
do, será capaz de ser realizado, em relação a tudo. 
  De material, sei, tudo descartável, copos, cigarros, corpos e tintas, 
ainda que em seu ciclo se renovem, meros e ainda recicláveis por 
natureza. Com sensatez, julgo e digo necessário, sem excessos, mas 
o "estar" que procuramos, aqui não encontraremos, certo de que não 
devemos procurar evidências materiais do que não nos é palpável, 
assim, ao menos a busca torna-se finita. Todas as respostas serão 
compostas, criando-se mais questões.
Feito opinião, do sim ou do não, em dizer,irreverente e contraditório 
que, o simples é fato parte de um conjunto, que nos seduz e induz a 
essa tal incógnita dormente e obscura, tal qual o parágrafo, esse, em 
que muito diz e nada resume.
O oposto é próprio, mesmo, em remorso, falo pois há de existir o fim, 
procedeu de um começo, mas o gozo vem de onde estamos, divididos, 
nem bem nem mal, entre o quente e o frio, o meio, explica o fato de 
sermos sim o centro do universo, penso errôneo não aceitar, todavia 
com suas interpretações derrubaram isso, tratando-se de espaço, não 
digo pois se tratando desse grande vazio em posição, mas em escala, 
aqui há der se ter tudo, teimo ainda, entre céus e infernos, procuras 
no entanto equilíbrio.
Digo ainda mais que amor, pois nele que se baseia o bem, um outro, 
conhecimento, do mais importante a ti. 
Finalmente ela está aqui e ali, pegue-a se puder, insisto estará sem-
pre em ti, que fecha os olhos sem perceber. Vaga lá e aqui. Ela não te 
deixará, pois te segue ficando, te encontra estando. São nestes casos 
em que o erro seria impossível:FUGIR 


Sobre realidade,felicidade e verdade.

Uma viajem em cima de SERES, MERAMENTE 
                                                            HUMANOS 
por Rodrigo Tavares