terça-feira, 31 de julho de 2012
seus olhos cor-de-manso-casto
sua tristeza elevada em coragem.
sua sensibilidade revestida em frieza
são coisas que as vezes reparo tentando lapidar o caminho
uma grande mulher se revela aos poucos a garota frágil,
tortuoso que vejo, seu olhar disfarçado, as linhas se traçando e ninguém sabe ao certo se segue ou para
você sempre fez isso, a nitidez é clara, mas as coisas ao seu redor não são assim, nós sabemos
na alma pouco sossego e o mundo girando
quieta como um suspiro na madrugada
por dentro o descontrole, a vontade de gritar
ninguém vê, ninguém nunca vê
3 x4 Caio F.
Velho e o Moço Los Herm
Ela faz cinema Chico
Novamente
Não espero nada com isso, sei que vai compreender minhas necessidades insanas. Não que importe o jeito que me afastou, nem o que estou fazendo pra manter essa fria distância não corpórea mas dói. Dói pelo fato de não te conhecer sem o
nós, dói por não me reconhecer. Dói por saber que mesmo se quisesse voltar não saberia o caminho: esqueceu (ou fez questão de esquecer) de jogar as migalhas de teu pão nessa tua escolha denominada caminho. O pior que aqui por perto, se fez denso deserto que apaga teus passos e/ou ainda confunde com os meus. Passos que sopro todos os dias mentindo pra mim mesmo de como que não quisesse sua volta, nessas horas que eu não sei o que pensar resta lembrar que não volta pelo teu querer, não pelo fato de não existir as pistas naturais que com ardor vou apagando.
Ainda Hoje veio o noticiário: a nascente do rio Esperança que vertia lágrimas no deserto de Casa secou; o morador local queixou-se por que a fonte tristeza ainda estava em pleno vapor, disse ainda que aquilo tudo era culpa da indústria Insônia que está atuando em sua capacidade máxima há dias.
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