sexta-feira, 10 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
Próximos e Primeiros
Cria- te sujeito, uma vez estando entre a cruz e a espada, transforma o ácido dissolvido em pétalas. Rejubile a alegria na primeira estância, notícia ou no último olhar, de forma que possa até ser o próximo primeiro, ainda que possa, nunca que deva.
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Ajeita os óculos de forma a enxergar a sacola do serviço uma revista qualquer que lhe tome o resto da tarde, retoma ao horizonte fresco e para quando lhe vem ao nariz os primeiros traços de dama da noite cultivada sob meia-sombra, isolada e questiona: minha coerana, quanto frio suportaste?
Na hora de ir, retoma o caminho mas deixa algo além do arbusto de aroma inebriante, fica desta vez a omissão, leva um pouco de saudade pra matar os caminhos e o aroma de cor, pra que seja eterno. Ainda que esconda de si os bolsos cheios de essência, creme-esverdeadas, mirradas. Rompe a aurora em direção contrária a estação e atravessa a rua. Hoje ele estará feliz em vê-la.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Aquele Nosso Medo
Sei que mais uma noite levantei. Quis olhar mais uma vez aquela estrela. Estranho, daqui ela parece tão perto. Sinto como um grito que faz ecoar sua janela em brisa. Então sussurro, deixo o vento levar até você aquele beijo que não estive pra dar. Sei dos momentos difíceis. É do medo, e de medo sem você é que não quis. Vezes o canto da boca esboçando um fuja, um olhar desmentindo e um coração desejando ser um bom você. Como? Pergunta a tua emoção que também leva a culpa, tão doce, remexe em teus sentimentos, pisca a luz que te sinto. Sei não foi tão bom que não dividiu, daqui eu poderia ouvi-la gritando, mas não, foi à seco, engasgando, vomitando, cuspindo e foi indo, chorando, rebatendo, sem chão pra pisar, sem espelho pra refletir.
Aparece e arruma a sala que é pra te receber, eu insisto, deixa o quarto que tem umas tralhas e amanhã quero vê-la de volta. Fecho os olhos pra te ver dormindo, sorrindo, nem tanto pensando, não ligo, te quero, me espanto, que dure assim ao acabar e não acaba, você disse. Estamos aqui novamente, eu não sei o que falar, seu eu pudesse só olhar, contemplar, morena, desejo, pequena. Mantenha-se meiga, livre, das mesmas razões, dos mesmos sonhos, partes desfigurados e reconstruídos, fora realmente tão parecido??? Sei que vi e logo soube, não, não há de se negar quando se sente, sem me ver, sei que teu frio na barriga é quase um ártico, seria agora? Sei que pode esperar, pode crescer ou ser urgente, pode explodir de repente, você sabe: tive o medo de dizer, teve o medo de saber. Então que seja assim, vamos nos reconhecer depois da névoa. Ainda, sem entregar o rijo calejado, que de entrega é a vida e que antes de sermos nós, sempre exista o eu e o você, sem percas, sem roubos, sendo quem é mulher, tão forte que pode suportar mais esse segredo. Bom dia minha querida. Espero poder te ver em breve. Quero antes de tudo um abraço.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Corrente
Ela fechou os olhos para o escuro porque tinha que continuar, foi se ralando nos espinhos e pisando pedras, vezes tranquila vezes solitária mas não havia desespero. Dia desses ela chegou aqui com medo, eu pedi pra ela abrir os olhos e nos vimos, como num espelho, então nos reconhecemos, um pardal cantou, ela sorriu, meus olhos brilharam. Não. Não podemos nos trair assim. E foi então que fechei meus olhos para o claro, porque tinha que continuar e fui ....
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