Não espero nada com isso, sei que vai compreender minhas necessidades insanas. Não que importe o jeito que me afastou, nem o que estou fazendo pra manter essa fria distância não corpórea mas dói. Dói pelo fato de não te conhecer sem o
nós, dói por não me reconhecer. Dói por saber que mesmo se quisesse voltar não saberia o caminho: esqueceu (ou fez questão de esquecer) de jogar as migalhas de teu pão nessa tua escolha denominada caminho. O pior que aqui por perto, se fez denso deserto que apaga teus passos e/ou ainda confunde com os meus. Passos que sopro todos os dias mentindo pra mim mesmo de como que não quisesse sua volta, nessas horas que eu não sei o que pensar resta lembrar que não volta pelo teu querer, não pelo fato de não existir as pistas naturais que com ardor vou apagando.

Ainda Hoje veio o noticiário: a nascente do rio Esperança que vertia lágrimas no deserto de Casa secou; o morador local queixou-se por que a fonte tristeza ainda estava em pleno vapor, disse ainda que aquilo tudo era culpa da indústria Insônia que está atuando em sua capacidade máxima há dias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário