Estava ali. Foi justamente o que lhe aconteceu aquele dia.
Misturava anjos em flores, moldava a paisagem ao seu redor, estava triste.
Imaginou o horizonte em meio a tanto concreto, ia além, podia voar.
No fundo uma canção que insistia, repetia, começava outra vez, era sua mente mantendo-se ocupada.
Não distante uma brisa que vinha, trazia esperança, soprava a chuva do teu lado, nem percebera.
Queria saber de algo ao longe, queria mais, queria gritar.
Procurou em sua memória algo que tinha perdido, nada que lhe importava.
Fechava os olhos e fugia por instantes.
A chuva não incomodava. Esquecera de si próprio. Agora só brincava de era uma vez.
Quis por segundos mostrar como se sentia, ninguém o ouviria.
Teve por várias vezes buscar sua alma que insistia em fugir, mas voltava ali, desapercebido, estranho.
Ouvia promessas, mas estava só. Continuou assim por horas. Permaneceu sozinho.
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